PERDIDOS NO ESPAÇO: EMSERH e Secretaria do Estado de Saúde usaram de maneira irresponsável mais de dez milhões de reais em convênio no Hospital de campanha em lugar inapropriado para atendimento da COVID-19.

Isso deu início lá atrás quando o governo Flávio Dino achou que a criação do hospital de campanha era tão somente um Plano C: O programa de criação do hospital de campanha em parceria com a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Vale, Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (ENSERH). Não tinha o porquê de ser considerado um plano C no combate a COVID-19, muito pelo contrário: era a priori do momento, haja visto que a propagação do vírus ainda era preocupante. Veja a notificação do Governo do Estado na época: “De acordo com o decreto 35779, a cessão do espaço deve vigorar por 90 dias contados a partir da publicação, sendo prorrogado por igual período enquanto perdurar o estado de calamidade declarado pelo Governo do Estado”. Ora, enquanto perdurar o estado de calamidade. Então a desmobilização do hospital significou para o governo Flávio Dino o completo controle da COVID-19? ou estamos equivocados? o hospital foi inaugurado em 18/05/2020 e encerrou suas atividades em 17/09/2020, exatamente quatro meses de diferença nos atendimentos.

Até então o hospital tinha feito 2.340 atendimentos, uma média mensal de 585 atendimentos. Foram milhões gastos na montagem do hospital, compra de insumos e equipamentos hospitalares. Valores esses que estão sobre investigação das autoridades competentes. Lembrando que se o governo achou desnecessário o funcionamento do hospital por conta do baixo atendimento e o alto custo financeiro, que paralisasse o atendimento e mantivesse o hospital até o controle total da COVID-19. Infelizmente o governo deu uma relaxada no programa de combate a COVID-19 quando focou seus interesses para as eleições municipais. O plano de controle do vírus se tornou o plano D de Depois. É tão óbvio que, após as eleições, o interesse maior do governo foi lutar pela autonomia para compra da vacina direto do fabricante e, quando todos os interesses reivindicados foram concedidos, é que veio a “preocupação” da continuidade com mais seriedade no programa de combate ao vírus. Contudo, já com um índice alarmante de contaminação, era preciso começar tudo de novo e começaram com medidas protetivas e vacinações, sendo que as medidas protetivas tomadas não surtiram efeitos esperados até o momento e as vacinações foram centralizadas, dificultando o acesso a vacina de milhões de idosos dos Bairros periféricos. É preciso descentralizar essa vacinação, criar postos alternativos em regiões populosas como é o caso da área Itaqui Bacanga, Cidade Operária, Cidade Olímpica e Centro. O governo como todo tem que administrar essa vacinação de forma transparente. Bem da verdade não temos o controle dos vacinados por Bairros, o que dificulta uma análise de positividade da vacinação. É preciso rever esse processo de medidas protetivas. Já vamos aí para trinta dias e definitivamente não obtivemos resultados satisfatórios. Dez dias de lockdown seria suficiente para melhores resultados e já estaríamos desempenhando nossas atividades dentro da medida do possível.

Os governos conseguiram autonomia para compra de vacinas, no entanto já se fala em estoques comprovando que os trabalhos de vacinações estão no pique tartaruga Um novo hospital de campanha está sendo montado e dessa vez no local devido: próximo a Unidade de Alta Complexidade. Contudo o erro primário onde milhões foram gastos de forma aleatória na montagem do primeiro hospital de campanha tem que ser apurado, investigados e os culpados sentenciados conforme a lei determina. Os governos conseguiram a autonomia para compra das vacinas e a doença continua se alastrando, comprovando que não basta ter a vacina. Tem que saber vacinar. Acreditamos que o Governo do Estado esteja lapidando o programa de combate a COVID-19 para alcançar o sucesso de declínio conquistado em 2020. Pelo menos é o que esperamos.

Usem máscaras, álcool em gel e procurem o distanciamento. Vamos aos trabalhos se não podemos deixar a fome se entrelaçar com a COVID-19.

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